Reforma Tributária: 4 mudanças que vão impactar o escritório contábil

Imagem sobre Reforma Tributária: mãos depositando uma moeda, gráfico de subida e pilha de documentos, com texto “4 mudanças que vão impactar o escritório contábil”.

Você já sabe o que a Reforma Tributária muda na rotina do escritório contábil e nas telas que o seu time fiscal abre todos os dias?

Faça o teste no seu escritório: chame quem lança nota e pergunte o que ele vai fazer diferente quando a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) entrar em vigor. Muitas vezes, a resposta vem em forma de outra pergunta.

Isso não é desatenção do time. É consequência de como a Reforma Tributária chegou até aqui.

O contador leu muito sobre a reforma no plano da legislação, dos princípios e da carga tributária. Mas, quando o assunto é a rotina fiscal, ainda existem muitas dúvidas.

E é justamente na operação que as mudanças começam a aparecer.

As 4 mudanças trazidas pela Reforma Tributária

Vale começar pelo que não muda: a reforma não criou simplesmente uma nova declaração para o escritório entregar. Como resume João Carlos Pellegrini, CEO da Questor Sistemas: “A obrigação acessória principal da reforma é o próprio documento fiscal”.

O que muda é menos visível, porque acontece dentro da operação que já existe. Confira:

1º A origem do dado

Hoje, quando você quer saber quanto um cliente deve de PIS e Cofins, a informação está na escrituração, no SPED e na EFD-Contribuições.

Com a entrada da CBS e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), essas informações passam a estar também dentro do XML do documento fiscal. Por isso, o escritório precisa garantir que os documentos fiscais dos clientes cheguem corretamente.

Em muitos escritórios, o XML de saída já chega por integração. Em outros, o processo ainda depende do envio do cliente.

Esse é um dos fluxos que precisam ser revisados.

2º A classificação passa a ter consequência imediata

O NCM sempre fez parte da rotina fiscal, mas muitas empresas ainda convivem com cadastros antigos ou pouco revisados.

Com IBS e CBS, esse cuidado aumenta. NCM, NBS, CST e cClassTrib passam a ter ainda mais peso na tributação das operações.

Sendo assim, o cadastro errado deixa de ser apenas um problema cadastral e passa a refletir diretamente no documento fiscal emitido.

3º Onde a operação acontece passa a importar

O IBS segue o princípio do destino. Isso significa que o local da operação passa a ter peso na tributação.

Quem hoje concentra a parametrização tributária no CFOP precisará olhar para um conjunto maior de informações.

O CFOP continua importante, mas sozinho não responde mais a todas as perguntas relacionadas ao IBS.

4º A conferência muda de lugar

Na reforma, a apuração assistida passa a utilizar as informações dos documentos fiscais para formar débitos e créditos.

O trabalho, agora, passa a exigir mais atenção ao que aconteceu no documento e não apenas para o resultado consolidado no fim do mês.

Quando houver uma divergência, será preciso identificar onde ela começou: no documento, na classificação, no cadastro ou na escrituração.

Quando aumentar a cartela de clientes pode ser um problema

Essas quatro mudanças já exigem atenção por si só. Mas o impacto tente a crescer quando elas precisam ser repetidas em dezenas ou centenas de empresas.

Em um escritório com trinta clientes, parte desse trabalho ainda pode ser absorvida manualmente. Alguém revisa o cadastro, confere as notas e ajusta o que for necessário. Mas, com trezentos clientes, os mesmos quatro pontos ganham outra dimensão:

  • Cadastro: revisar o NCM de um produto se transforma em revisar o cadastro de produtos de centenas de empresas, cada uma com seu próprio histórico.
  • Autorização de XML: uma configuração pontual passa a exigir organização e contato com diversos clientes.
  • Reconciliação por documento: a conferência, antes concentrada no fechamento, passa a fazer parte da rotina.
  • Dúvidas do time: perguntas pontuais podem gerar filas internas, consultas ao suporte e retrabalho.

Ou seja, o problema não está somente na complexidade de cada mudança, mas na quantidade de vezes que ela precisa ser repetida dentro de uma carteira de clientes.

Imagem de banner com destaque para a Implantação e a Reforma Tributária, com chamadas “Encontros ao vivo”, “4 encontros”, “Com especialistas Questor”, “Turmas abertas” e botão “Saiba mais”.

5 dicas de como preparar o escritório para a Reforma Tributária

Entender as mudanças é só o primeiro passo. O próximo é organizar o escritório para colocá-las em prática sem concentrar ajustes, dúvidas e retrabalho no mesmo período.

Para começar essa preparação, vale olhar para cinco pontos:

  1. Cadastro saneado

NCM e NBS corretos, exceções tratadas e produtos que fogem da regra padrão identificados antes de aparecerem em documentos fiscais emitidos incorretamente.

  1. Entrada de dados resolvida

XML de saída chegando, notas de serviço capturadas e menos dependência de o cliente lembrar de enviar documentos.

  1. Simulação com dados reais

Sempre que possível, utilizar o que já está escriturado para comparar cenários e conversar com o cliente com base em números.

  1. Conferência desenhada

Saber onde olhar quando a nota escriturada não bate com o que aparece na apuração e definir como tratar essa divergência.

  1. Time treinado nas telas

Não apenas na legislação. A equipe precisa saber onde localizar as novas informações, como conferir IBS e CBS e o que fazer diante de uma inconsistência.

Os quatro primeiros pontos dependem de processos e tecnologia. O quinto depende também de tempo e preparação da equipe, justamente algo que não deve ficar para a última hora.

O que já pode ser feito em 2026?

A tentação de esperar é compreensível. Parte das regras ainda está sendo publicada, existem definições que continuam em evolução e o cronograma da Reforma Tributária ainda terá várias etapas. Mas existem preparações que não dependem dessas definições.

Ou seja, agora o escritório já pode:

  • Revisar cadastros;
  • Garantir a entrada correta dos documentos;
  • Organizar a captura de XML;
  • Revisar classificações;
  • Testar as rotinas disponíveis no sistema;
  • Definir processos de conferência;
  • Treinar o time.

O melhor momento para aprender a operar uma nova rotina não é quando cadastro, documento, cliente e fechamento precisam ser resolvidos ao mesmo tempo.

Assim, se o time vai passar por uma curva de aprendizado, é mais seguro distribuir essa preparação ao longo de 2026.

Próximos passos para preparar o escritório para a Reforma Tributária

Como vimos, conhecer as novas regras é uma parte da preparação. A outra é garantir que o time saiba como aplicar essas mudanças no sistema e na rotina do escritório.

Por isso, a Questor está abrindo turmas de implantação da Reforma Tributária.

São quatro encontros ao vivo de duas horas, com o sistema aberto na tela, turma fechada e documentação de apoio para acompanhar cada etapa.

A proposta é sair da teoria e trabalhar as rotinas que o escritório precisa dominar para operar a Reforma Tributária no dia a dia. Para saber mais detalhes, clique abaixo. 

[Conheça a implantação da Reforma Tributária]

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