Simulador da Reforma Tributária: como se preparar para 2026 com previsibilidade, organização e tecnologia

Visualização da área de trabalho da Reforma Tributária em sistema contábil no ambiente de escritório

A primeira etapa da Reforma Tributária começa em janeiro de 2026 e marca o início de um dos processos de transição fiscal mais significativos da história do país. O período piloto seguirá até 2032 e culminará em 2033, com a adoção definitiva do modelo IVA Dual, composto pela CBS e pelo IBS.

Embora o cronograma esteja definido, a realidade operacional das empresas mostra que a adaptação segue lenta. 

Uma pesquisa recente da V360 apontou que 72% das empresas não se sentem preparadas para a transição. Outro levantamento, divulgado pela PwC, mostrou que 37% das organizações ainda estão na fase inicial de adaptação

Desafio para Contabilidades 

Para escritórios contábeis, o desafio é ainda maior. Além de ajustarem suas próprias estruturas, precisam orientar clientes que dependem diretamente de previsibilidade tributária. 

Em um cenário como esse, mecanismos de projeção, organização e validação tornam-se indispensáveis.

Neste artigo, vamos apresenta as soluções que a Questor desenvolveu para apoiar empresas e contadores durante essa transição, com ênfase no simulador da Reforma Tributária no sistema, a ferramenta central para antecipar impactos e preparar a operação antes que a mudança entre em vigor.

O que realmente muda com a Reforma Tributária a partir de janeiro?

A partir de janeiro de 2026 tem início, de forma efetiva, a transição para o novo sistema tributário brasileiro. Nesse período, empresas e escritórios contábeis passam a conviver simultaneamente com dois modelos distintos: o sistema atual, composto por tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI, e o novo conjunto criado pela Reforma Tributária, formado pelo IBS, pela CBS e pelo Imposto Seletivo.

Essa convivência se estenderá por vários anos, até a adoção definitiva em 2033, e exige que as organizações consigam operar sob duas lógicas de apuração ao mesmo tempo, uma que se encerra gradualmente e outra que passa a ser construída desde já.

Adoção do modelo IVA Dual

A Reforma marca a adoção do chamado IVA Dual, um modelo de tributação sobre o consumo com regras padronizadas e bases harmonizadas entre União, Estados e Municípios. Embora a implementação completa ocorra apenas em 2033, a estrutura do novo sistema começa a impactar a rotina fiscal a partir de 2026.

Novas TAGs e validações nos documentos fiscais

Com a evolução da Reforma, documentos fiscais eletrônicos passam a incorporar novos campos específicos para o IBS e a CBS. A Nota Técnica 2025.002 estabelece a inclusão dessas TAGs, introduzindo exigências adicionais de preenchimento e novas regras de validação.

Mesmo sem a substituição imediata dos tributos atuais, os documentos fiscais já passam a refletir o desenho do novo sistema tributário. 

Destaque de IBS e CBS e dispensa de recolhimento em 2026

A partir de 1º de janeiro de 2026, documentos como NF-e, NFC-e e NFS-e devem ser emitidos com o destaque do IBS e da CBS. Para os fatos geradores ocorridos nesse período, a legislação prevê a dispensa do recolhimento desses tributos, desde que o contribuinte cumpra corretamente as obrigações acessórias previstas.

Na prática, isso significa que, embora o pagamento não seja exigido de imediato, a apuração, o destaque e a consistência das informações passam a ser obrigatórios. A preparação para a Reforma começa, portanto, antes da cobrança efetiva dos novos tributos.

Cadastros fiscais como base do cálculo tributário

No modelo de crédito financeiro, a apuração tributária passa a depender diretamente da qualidade dos cadastros de produtos e serviços. A correta definição de NCM e NBS é o que viabiliza classificações tributárias adequadas (CST e cClassTrib), das quais decorre o cálculo correto dos tributos, tanto na formação dos débitos quanto na apropriação dos créditos, além da aplicação de alíquotas e regimes específicos.

Modelo de classificação tributária

A legislação identifica bens pela Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e serviços pela Nomenclatura Brasileira de Serviços (NBS), que substitui os códigos e enquadramentos do sistema anterior.

A partir dessas classificações, o sistema define a CST e o código da Classificação Tributária (cClassTrib), que a Calculadora Oficial da Reforma utiliza para determinar o tratamento tributário aplicável às operações.

Reorganização da apuração sob o modelo de crédito financeiro

No novo sistema, o direito ao crédito está vinculado ao tributo calculado e recolhido na operação documentada, conforme as regras aplicáveis ao fornecedor. A apropriação do crédito decorre da correta emissão do documento fiscal e da consistência das informações que o fundamentam.

Pressão por consistência e governança de dados

Com documentos fiscais mais detalhados, cadastros mais determinantes e cálculos sensíveis a pequenas variações, a consistência das informações torna-se central. Empresas e escritórios precisam revisar classificações, padronizar exceções, corrigir divergências e garantir que a base fiscal esteja alinhada às diretrizes nacionais.

Como a Questor estruturou a operação para apoiar a transição

Assim, com o objetivo de reduzir improvisos e ampliar o controle técnico sobre a mudança, a Questor Sistemas desenvolveu um ambiente integrado que combina organização de todos os recursos em um só local e a possibilidade de simular o impacto da Reforma antes da sua vigência.

Área de Trabalho da Reforma

A primeira iniciativa foi a criação da Área de Trabalho da Reforma, que concentra, em um único ambiente, as principais rotinas necessárias para acompanhar o período de transição.

Nesse espaço, o usuário encontra cadastros, configuradores por empresa, regras de exceção, consultas específicas, demonstrativos tributários, visão por Pessoas, Produto, Naturezas, além de um agente de Inteligência Artificial treinado exclusivamente para atender dúvidas relacionadas à Reforma Tributária.

Confira as informações de cada um dos menus incluídos na Área de Trabalho:

Área de trabalho da Reforma Tributária com recursos para simulação e análise de IBS e CBS

Mapeamento e classificação tributária alinhados à Reforma Tributária

O sistema disponibiliza as classificações tributárias aplicáveis ao IBS e à CBS (CST e cClassTrib), mantidas atualizadas de acordo com a evolução normativa prevista na Lei Complementar nº 214/2025, e as associa a NCM e NBS conforme os critérios legais.

O ambiente Questor integra esse mapeamento de forma automatizada. Ele auxilia no mapeamento das regras tributárias. Também assegura a correta classificação das operações, o que favorece a emissão adequada dos documentos fiscais.

Lançamentos fiscais 

Os lançamentos fiscais também foram adaptados. As telas de entrada e saída passaram a apresentar, item a item, tanto o comportamento tributário no regime atual quanto no modelo previsto pela Reforma. 

Essa visualização permite detectar divergências ainda na fase preparatória, reduzindo correções emergenciais no momento da implantação.

O simulador da Reforma Tributária

O simulador assume um papel central entre todas as ferramentas desenvolvidas para apoiar a transição. Ele responde diretamente à pergunta que orienta contadores e empresários: “Quanto a operação pagará de IBS e CBS?”

A resposta, no entanto, exige mais do que estimativas. 

Por isso, o simulador da Questor utiliza o motor fiscal oficial do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), a estrutura disponibilizada pela receita para calcular os novos tributos. Essa integração garante que as projeções reflitam fielmente a lógica de apuração do modelo IVA Dual.

O que é o Simulador da Reforma Tributária?

O simulador da Reforma Tributária desenvolvido pela Questor é uma ferramenta que projeta, com base em dados reais da empresa, como os tributos IBS, CBS e Imposto Seletivo se comportarão ao longo das fases de transição da Reforma. 

Diferentemente de calculadoras paralelas ou estimativas simplificadas, o simulador utiliza a Calculadora Oficial da Reforma Tributária, desenvolvida pela Receita Federal e operacionalizada pelo Serpro.

Isso significa que os cálculos seguem as regras definidas na legislação vigente, com aplicação automática das alíquotas, bases de cálculo e critérios previstos para cada fase da transição.

Em termos operacionais, o simulador transforma um período já escriturado (como setembro de 2025) em cenários para anos como 2027, 2029 ou 2033. Permitindo comparar o regime atual com o novo modelo tributário.

Consulta da grade tributária simulada com projeção de IBS, CBS e valores fiscais por período

Como usar o Simulador da Reforma Tributária?

O processo começa com a seleção de um período real já escriturado no sistema. Essa escolha é fundamental, pois trabalhar com dados históricos garante que o impacto projetado reflita o comportamento real da operação. Evitando distorções comuns em simulações hipotéticas.

Depois da seleção do período, o sistema envia automaticamente as informações fiscais para o motor oficial do Serpro. Esse envio inclui bases de cálculo, itens, códigos fiscais, valores e classificações, que serão processados sob a lógica da Reforma.

Quando o cálculo é concluído, o simulador devolve uma visão comparativa entre:

  • os valores apurados pelo regime atual;
  • os valores calculados para IBS e CBS no período simulado;
  • a diferença financeira entre os modelos, apresentada item a item.

A visualização é detalhada, permitindo examinar produtos específicos, verificar a incidência do Imposto Seletivo, identificar efeitos sobre fornecedores, analisar exceções e localizar divergências de classificação que possam comprometer a apuração futura.

O simulador também serve como instrumento de auditoria. Ele evidencia classificações incoerentes, tratamentos fiscais inadequados e comportamentos fora do padrão, mostrando pontos que precisam ser corrigidos no cadastro antes da vigência da Reforma.

Além disso, o simulador exerce um papel importante no saneamento cadastral. Ao aplicar as regras oficiais da Reforma sobre dados reais da operação, a ferramenta evidencia inconsistências em classificações como NCM e NBS, (regras não configuradas e enquadramentos que podem distorcer o cálculo futuro). 

Essa leitura antecipada permite corrigir cadastros antes que a emissão sob o novo modelo se torne obrigatória.

Importante:  Embora o cálculo seja oficial, a fidelidade da simulação depende diretamente da qualidade das informações enviadas. Cadastros incorretos, classificações inconsistentes ou exceções não tratadas podem impactar o resultado. 

Por isso, o simulador deve ser entendido como um apoio técnico à análise. Cabendo ao profissional interpretar os dados e conduzir os ajustes necessários na operação.

Para que serve o Simulador e qual seu papel na preparação para 2026?

O Simulador da Reforma Tributária Questor funciona como um mecanismo de leitura antecipada dos impactos tributários, permitindo que empresas e escritórios enfrentem a Reforma com previsibilidade.

Com o retorno analítico por item, o simulador possibilita para escritórios contábeis analisar o impacto da Reforma por cliente, fornecedor, produto ou operação. Ao comparar, item a item, o regime atual com o modelo de IBS, CBS e Imposto Seletivo, a ferramenta evidencia onde a carga tributária tende a se alterar ao longo da transição.

A ferramenta também possibilita uma revisão aprofundada da operação antes da vigência. A projeção revela quais linhas de produto terão aumento ou redução de carga, quais clientes exigirão revisão contratual, como o fluxo de caixa será afetado e quais ajustes internos precisarão ser feitos. 

Assim, decisões comerciais e financeiras deixam de ser reativas e passam a ser embasadas em dados concretos.

Como tudo isso impacta contadores e empresas

Para escritórios contábeis, o uso do simulador representa uma reestruturação significativa da sua rotina.  A apuração torna-se mais consistente, o retrabalho diminui e a capacidade de orientar clientes aumenta substancialmente. 

Em resumo, o escritório passa a atuar não apenas como executor de obrigações, mas como um agente consultivo, capaz de explicar, projetar e fundamentar cenários com base em cálculos oficiais.

Para empresas, a mudança é igualmente relevante. A possibilidade de simular impactos antes da vigência permite revisar estratégias de preço, ajustar margens, reorganizar estoques, planejar fluxo de caixa e tomar decisões com segurança. A operação não depende de suposições e sim de dados.

Sendo assim, em ambos os casos, o efeito mais importante é a previsibilidade. Em um processo de transição que se estende por quase uma década, decisões apressadas geram custos. Decisões fundamentadas geram estabilidade.

Conclusão

A Reforma Tributária inaugurou uma nova lógica de apuração no país. Ela não recompensa apenas quem domina a legislação, mas quem tem capacidade de trabalhar com dados confiáveis, interpretar cenários e ajustar a operação com antecedência.

Ao estruturar uma área exclusiva para a Reforma, adaptar lançamentos e oferecer o primeiro simulador integrado ao motor oficial do Serpro, a Questor estabelece um ambiente técnico que permite que escritórios e empresas entrem em 2026 preparados para decidir e não apenas para reagir.

Diante de um cenário que exige precisão, previsibilidade e leitura estratégica, a pergunta deixa de ser “o que vai mudar?” e passa a ser: como você pretende atravessar essa mudança?

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